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A nova cara da Biopremix

Equipe Lupa
O desafio
Toda inovação tecnológica merece uma história à altura de sua ambição. Esse foi o desafio que o nosso cliente Biopremix trouxe para a Lupa: uma ciência sólida, um produto real e uma apresentação que ainda não refletia nada disso. Como uma agência de design de apresentações que trabalha com clientes B2B técnicos e científicos no Brasil, na Europa e nos EUA, essa é justamente a lacuna que buscamos preencher — o espaço entre o que uma empresa sabe e o que o seu público precisa sentir, entender e reter.
Ciência impecável. Porém sem mensagem central
O Biopremix é um aditivo pós-biótico natural que melhora a digestão de fibras e apoia a saúde ruminal do gado. A ciência era sólida. Mas o material que o cliente havia desenvolvido internamente foi projetado em torno de tudo o que a equipe sabia sobre o produto, e não sobre o que o público — produtores, veterinários e órgãos reguladores — precisava absorver. O resultado foi uma apresentação rica em informações, mas pobre em mensagens: slides densos, tópicos longos e nenhum fio condutor claro. Esse é um padrão que vemos com frequência em todos os setores, e exatamente o motivo pelo qual as equipes de B2B buscam uma agência parceira de design de storytelling em vez de tentarem projetar apresentações internamente. Conteúdo e design são inseparáveis — um slide pode ser tecnicamente preciso e, ainda assim, falhar na persuasão se não for construído em torno de uma única ideia memorável.
Reestruturando a história
Abordamos o material existente da Biopremix da mesma forma que abordamos todos os projetos: não como uma simples atualização visual, mas como uma reconstrução narrativa completa, seguindo a metodologia em quatro etapas da Lupa.
01. Descoberta
Todo projeto começa aqui. Na Descoberta, fazemos as perguntas que moldam tudo o que vem a seguir: Como é estar na pele do seu público? Qual é a maior dor deles e como eles podem ver uma solução melhor por meio do seu produto ou serviço? Qual é a mensagem central que você quer que seu público guarde na memória? Para o Biopremix, isso significou analisar o material existente do cliente slide por slide — um conteúdo extremamente denso e pouco atraente, todo ancorado em tópicos monótonos. Fizemos um brainstorming do que a história poderia se tornar. É aqui que a Descoberta mostra seu verdadeiro valor e onde fica clara a diferença entre uma simples reformulação de slides e serviços reais de storyboard e design de narrativa.

Ponto de partida: a apresentação original do cliente
02. Storyboard
Uma vez compreendidos o público e a mensagem, passamos para o Storyboard. É quando refinamos a mensagem e construímos o conteúdo bruto: organizando as informações e os slides na ordem correta e definindo as direções visuais finais que guiarão a fase de design. Ao final do Storyboard, a mensagem central está definida, e cada slide tem um papel claro a desempenhar para garantir que o público retenha o que é essencial.
03. Identidade visual
Com o Storyboard aprovado, montamos um documento que chamamos de Identidade Visual — essencialmente, como traduzimos os elementos da marca do cliente em diretrizes de design claras para os materiais específicos que iremos criar. Com base nos elementos de marca existentes (logotipo, cores, componentes gráficos, etc.) e no contexto da apresentação — vendas, lançamento de produto, captação de recursos, reunião interna —, construímos uma Identidade Visual sob medida que orienta cada slide com foco na estética e na clareza da informação.
Um ponto importante: a Identidade Visual é criada apenas uma vez. Apresentações futuras que sigam a mesma linguagem visual pulam essa etapa inteiramente, o que se traduz em custo menor e entrega mais rápida do que no primeiro projeto.
04. Design
E é aí que a mágica acontece. Uma vez aprovada a Identidade Visual, seguimos com o design real do material, refinando tanto o visual quanto os textos com base nos feedbacks do cliente. Fazemos cada slide valer a pena, tecendo a história da maneira mais envolvente possível.


O resultado
O resultado final gerou maior engajamento e ajudou a garantir novos contratos. A Biopremix nos procurou com um prazo inegociável: uma grande feira do agronegócio, que contaria com a presença de produtores de todo o país e representantes de órgãos reguladores do governo. Era essencial que o Diretor Científico da empresa subisse ao palco com uma apresentação à altura do evento — o material foi construído para dar suporte ao que se tornou, na prática, uma apresentação no estilo Keynote realizada ao vivo para aquele público.
A apresentação não parou de dar resultados após a feira — ela continuou sendo utilizada em reuniões online com outros potenciais clientes, provando que um material de vendas bem estruturado, desenhado com propósito e com a linguagem visual correta, continua gerando retorno muito depois da primeira apresentação. Alguns slides ainda traziam conteúdos mais detalhados que outros, pois o caso específico do cliente exigia isso. Cada apresentação é única e precisa seguir as melhores práticas adaptadas ao seu próprio contexto — nunca um modelo genérico e padronizado. A maioria dos slides foi mantida em formato editável, permitindo que a equipe do cliente pudesse atualizar textos e informações de forma independente no futuro.
Por que isso importa para equipes B2B
O caso da Biopremix é familiar para qualquer empresa técnica que vende em mercados complexos, regulados ou altamente especializados. O instinto é incluir tudo; o segredo é saber o que deixar de fora. Esse é o valor que um parceiro dedicado de storytelling visual para B2B traz para a mesa — não apenas uma apresentação mais bonita, mas um argumento muito mais afiado.







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